London

O pessoal tem reclamado de não conseguir postar comments no blog. Mudei o template, vamos ver se agora tudo volta ao normal.

Putz, o tempo continua como raridade por aqui. Não que seja diferente no Brasil, mas parece que as tarefas e responsabilidades aumentam gradativamente. Acho que a burocracia que um estrangeiro enfrenta por aqui contribui bastante, mas o principal fator acaba sendo mesmo a vontade de participar de tudo. Não dá, é claro; e o resultado acaba sendo esse. Por isso mesmo, melhor eu fechar a boca e parar de reclamar. Que isso sirva então de desculpa pela minha ausência (que também aumenta de forma gradativa - infelizmente!).

Bom, Londres foi demais, nem preciso dizer. Cheguei lá às 20h do dia 24 de agosto. Vinte e cinco horas de viagem me fizeram dormir que nem uma criança, hahaha. Assim que acordei já peguei o guia e fui planejar a caminhada. Um super café da manhã já me esperava: pão integral com geléia de várias berry's e lasconas de queijo brie que a Tomi, minha primona, tinha preparado pra mim. O dia estava lindo e ela me recomendou ir direto para o London Eye, uma roda gigante literalmente gigante, de onde se vê toda a cidade. O Ale me levou até a estação de trem para ir até o centro da cidade. Lá, a magia de ser turista já começou: vi ao vivo uma obra do grafiteiro londrino Banksy, bem famoso por sinal. Tirei foto e tudo, óbvio:


Banksy - estação Brentford

Passado a empolgação, logo percebi que a estação não tinha catraca. É bizarro, mas isso se aplica a todas as estações da periferia. É tudo na base da confiança mesmo. O porém disso é que, dizem, a cada dez viagens que fazemos somos fiscalizados por um senhor que circula nos vagões (para mim ele não passou de uma lenda, mas tudo bem). Cheguei em Waterloo e vi uma enxurrada de outros turistas. O inglês não era o idioma majoritário, acreditem. Tinha árabe, indiano, chinês... e umas línguas que eu nem sabia identificar. Sai da estação e logo vi o London Eye: enorme! Não pensei duas vezes, subi nele (depois de pagar uma taxa agradável de 17 libras! - ser estudante é fo*%). Foram uns 20 minutos para darmos a volta completa e perceber que Londres é enorme.


London Eye





Se tem uma coisa que adorei nessa cidade era o número de parques, praticamente um a cada esquina. As ruas são muito estreitas (para os ônibus circularem os carros na contra-mão têm que agurdar e dar passagem), as pessoas se amontoam em prédios de uns 5/6 andares e as casas são estreitas e altas. Mas tudo lá parece ser super charmoso. Os pubs se espalham por toda a cidade, cada um mais tentador que o outro. Os monumentos também estão por toda parte, afinal trata-se de uma cidade de uns 2000 anos! Prova disso foi o deparar com um castelo incrustado no centro bancário, bizarro mas empolgante.



Castelo no meio do centrão londrino.


Impossível dizer que Londres não é chique!




Um dos vários parques espalhados pela cidade.


Mais uma rua estreita e charmosa.


Troca de guardas - cavalaria.


Pub


Hyde Park Corner

Fiquei lá por uma semana. Encontrei um amigo do RS, o famoso Gabriel ;D. Seis anos que não o via. Foi ótimo, porque pudemos curtir a noite londrina também. No geral, não é preciso pagar para entrar, mas isso implica no seguinte:
1.Você tem que estar bem vestido, caso contrário o segurança solta apenas um "I'm sorry" e dá as costas pra você.
2. Se você não estiver de terno, pelo menos precisa estar acompanhando de alguma menina.
Sorte que o Gabriel já conhecia uma galera por lá, porque obviamente agente precisou se encaixar no segundo caso. Essas leis não são apenas para Londres, mas parece que em toda Europa é mais ou menos assim. Pelo menos aqui na França a regra é a mesma, só que o "sinto muito" acaba sendo em francês mesmo: "desolé".
Uma vez dentro, é fazer a festa. Se você pede uma cerveja o garçom te responde com um "qual?" bem vasto. Ele aponta para a mesa, onde tem umas 5 bocas de cervejas diferentes para escolher. Todas são bem amargas, ao estilo Heineken mesmo.


E ai? Vai querer qual?



O resto foi se perder na cidade mesmo, deixar ela te engolir. Procurei não ficar preso a guias e super rotas pré-programadas. Eu simplesmente andava; andava muiiiito e ia me deparando com os cartões postais londrinos. Super experiência, que só me deixou com mais vontade de voltar lá algum dia.

Ufa, chega de blá blá blá!

A bientot! =D

Chegada



Três semanas desaparecido... Uma em Londres e as outras duas dedicadas à recepção que a Ecole fez para os estrangeiros e para os alunos do primeiro ano (por isso acabei ficando nas duas :D ). Tenho muita coisa para contar, então acho que vou dividir esse post em várias etapas, hehe. Aos pouquinhos eu vou postar tudo.

Bom, primeiro eu queria agradecer ao apoio que todo mundo me deu! As férias aí com vocês foram as melhores ever. E ver todo mundo lá na despedida e indo no aeroporto foi bom demais! Amizade não tem preço... Sinto a falta de todos, mas eu estou tentando viver o presente, o que tem dado certo até agora porque estou adorando tudo! Ainda não consegui desbloquear o msn aqui porque a internet da residence é muito chata e cheio de portas travadas, mas os emails e o orkut têm dado conta do recado. Receber notícias de todo mundo é sempre muito bom =D


Pri pagando uma de malandro com o óculos escuro (zueira, haha) e eu falando no celular, LAMENTÁVEL haha. Vlw pessoal! (tá faltando gente!)



Mas deixando o açúcar de lado, vou contar como foi a primeira semana aqui em cima. A viagem de avião foi bem tranquila, não dormi direito porque a cabeça estava cheia de coisas, mas acho que era mais excitação mesmo. Viajei com o Igor (EC de Nantes) e a Tati (EC de Lille). Descemos em Paris CDG e descobrimos A MUVUCA. Gente falando todas as línguas, várias esteiras com malas; não tinha espaço para andarmos. Quando finalmente conseguimos reunir toda a bagagem fomos matar a fome, mas o primeiro lanche foi de pobre mesmo: MC. Me senti um homem das cavernas quando tentei pedir o lanche e tudo o que eu falava e ouvia não passavam de sons guturais. Paciência, o importante é que acabei comendo no final das contas.


Primeiro lanche em Paris. Até o MC lá tem um quê de chique, hehe.

Depois pegamos o metrô - nós e as 6 malas de 32kg cada uma; causamos pra caramba. Na hora de descer na minha gare eu estava completamente despreparado, desempilhei as malas na correria e atropelei todo mundo... quase que fiquei.


As malas competindo por espaço no train. Detalhe para o travesseiro da Tati no topo de tudo, haha.

Fui sozinho em busca do TGV pra Londres, o que me rendeu várias bolhas na mão e uma sensação de que eu já estava me afrancesando, porque a camiseta já exalava um cheiro típico (estava muito quente!). Depois de muito andar e com uma sede descomunal eu embarquei no trem mais rápido do mundo! A velocidade era tanta que a cada vez que entrava em um túnel eu sentia uma puta pressão nos ouvidos. Depois de duas horas eu já estava em Londres onde o Ale foi me buscar para me levar para casa e ter a melhor ducha e a melhor cama da minha vida, hehe. O caminho teve direito ao famoso ônibus de dois andares; eu me sentia um turista perfeito.


Err... não fica muito claro, mas isso é o segundo andar do ônibus vermilho.


Agora sim, ali tá ele!

Depois eu conto como foi a viagem em Londres e coloco as fotos.
Se vc leu todo esse blá blá blá até aqui, obrigado!

à bientôt! - Até logo =D